quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Tudo numa coisa só


"Porque eu tinha irmão, tinha irmã, tinha eh...eh...primas,primos, prima... tudo junto...né?tudo assim que nem nois ta aqui agora..."
Tem horas que a gente se perguntaPor que é que não se junta tudo numa coisa só?
Boneca, panela, chinelo, carro, o nó que eu desamarroSurge pra me dar um nó Você aparece de repente e coloca em minha frente dúvida maiorSe tudo que eu preciso se parecePor que é que não se junta tudo numa coisa só?
Balaiode domingo eu não saio De bambu e corda... so se for pra rezar Luz... no cabelo e nos olhosNo sorriso do justo feito pra iluminar Cruz... na parede e no púlpito Nas nossas costas de súbito Pesadas pra se carregar Porta, abre e fecha o caminho O balaio eu carrego sozinho e ilumino esta cruz com meu jeito de andar... porque!!
Tem horas que a gente se pergunta Por que é que não se junta tudo numa coisa só?
"A gente fica meio... meio desencontrado do que a gente é... né? ... se abusá não da nem tempo de aprende as coisa"
mãe, primo, pai, avo, padrinho, zelador juiz, vizinho, ][ tio, cunhado, irmão, avófamília é um assunto complicadoquem não gosta mora ao lado e o mais velho mora só Pois traga um colchão aqui pra salapor que é que não se junta tudo numa coisa só?
Poeta, ouvidor, desenhista, musico, malabarista... ][ comediante o que forTodo mundo procura um lugar, pra poder compartilhar... ][ da dor e da alegria Sarau em Arcoverde só de sexta venho aqui reivindicar eu quero isso todo diaSarau na Arcoverde só de sexta venho aqui reivindicar eu quero isso todo dia
"para os manos daqui... para os manos de lá!"
Tem horas que a gente se pergunta Por que é que não se junta tudo numa coisa só?
... Cordão umbilical e umbigo A gente vai ser só um E até lá eu não vou caminhar mais sozinho O distante será meu vizinho... e o tempo será... A hora que eu quiser!! Oras!! Oras!!
Tem horas que a gente se pergunta Por que é que não se junta tudo numa coisa só? O teatro mágico

Eu sinto que sei que sou


O poeta pena quando cai o pano E o pano cai

Um sorriso por ingresso

Falta assunto, falta acesso

Talento traduzido em cédula

E a cédula tronco é a cédula mãe solteira

O poeta pena quando cai o pano E o pano cai

Acordes em oferta, cordel em promoção

A Prosa presa em papel de bala Música rara em liquidação

E quando o nó cegar Deixa desatar em nós

Solta a prosa presa A Luz acesa Lá se dorme um sol em mim menor

[Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior]

O palhaço pena quando cai o pano E o pano cai

A porcentagem e o verso

A rifa, a tarifa e refrãoTalento provado em papel moeda Poesia metamorfoseada em cifrão

O palhaço pena quando cai o pano E o pano cai

Meu museu em obras, obras em leilão Atalhos, retalhos, sobras

A matemática da arte em papel de pão

E quando o nó cegarDeixa desatar em nós Solta a prosa presa

A luz acesaJá se abre um sol em mim maior

[Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior]

O teatro mágico