quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Eu sinto que sei que sou


O poeta pena quando cai o pano E o pano cai

Um sorriso por ingresso

Falta assunto, falta acesso

Talento traduzido em cédula

E a cédula tronco é a cédula mãe solteira

O poeta pena quando cai o pano E o pano cai

Acordes em oferta, cordel em promoção

A Prosa presa em papel de bala Música rara em liquidação

E quando o nó cegar Deixa desatar em nós

Solta a prosa presa A Luz acesa Lá se dorme um sol em mim menor

[Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior]

O palhaço pena quando cai o pano E o pano cai

A porcentagem e o verso

A rifa, a tarifa e refrãoTalento provado em papel moeda Poesia metamorfoseada em cifrão

O palhaço pena quando cai o pano E o pano cai

Meu museu em obras, obras em leilão Atalhos, retalhos, sobras

A matemática da arte em papel de pão

E quando o nó cegarDeixa desatar em nós Solta a prosa presa

A luz acesaJá se abre um sol em mim maior

[Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior]

O teatro mágico

Um comentário:

Nicolle Anne disse...

Com certeza somos BEM MAIOR!!!
Te amo!!!